Taxista confessa abuso, ri em depoimento e diz que é um 'monstro'


O taxista que foi preso em Varginha por abusar sexualmente de três sobrinhas confessou o crime. Segundo a Polícia Civil, durante o depoimento, ele riu do fato e ainda disse que era um "monstro". O taxista Antônio Ramos, de 48 anos, é casado e tem três filhos. Ele foi flagrado por câmeras de segurança enquanto abusava de crianças, com idades entre 10 e 13 anos, que moram na casa da sogra dele. O flagrante aconteceu depois que a tia das crianças desconfiou e resolveu instalar a câmera na sala da casa.

Segundo a delegada que investiga o caso, o taxista apresentou extrema frieza ao falar dos abusos. "Diante das imagens, ele acabou confessando, ele não tinha como negar. Mas estava extremamente frio, falando de uma forma como se estivesse atribuindo isso a um vizinho, a uma pessoa que ele mal conhecia", disse a delegada Ângela Furtado.

Ainda conforme a delegada, o taxista detalhou como os abusos aconteciam e entrou em contradição dizendo primeiro que cometeu o crime durante três meses, depois seis meses e por fim, um ano. Além dos abusos que aconteciam na casa da sogra, o taxista ainda levava as sobrinhas para dentro do táxi e exibia vídeos pornográficos para as meninas. Ele também é suspeito de abusar de uma sobrinha da esposa dele, que mora em Campos Gerais.

 "Eu ainda não entrevistei as crianças formalmente, mas uma delas disse que já o viu fazendo a mesma coisa que fazia com ela com uma menina de 10 anos, parente da esposa dele. Como a criança afirmou que viu, eu acredito que seja verdade, porque ela não iria inventar isso à toa", disse a delegada.

Por se tratar de um crime hediondo, o taxista poderá ter a prisão preventiva prorrogada por mais 30 dias. Se condenado, ele poderá pegar mais de 15 anos de prisão. As três meninas estão na casa da avó.

No ponto de táxi em que Antônio Ramos trabalhava, no Terminal Rodoviário de Varginha, os colegas se disseram surpresos.

"Essa notícia surpreendeu a gente, pegou de surpresa. Ele era bastante pacato, de pouca conversa, mas era uma pessoa normal para nós", disse o taxista José Sanches Tavares.

G1