Copasa mantém concurso apesar de falta de provas em Itajubá

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) afirmou nesta segunda-feira (9) por meio de nota oficial que vai manter o concurso público realizado no domingo (8) apesar do número insuficiente de provas para todos os candidatos em Itajubá. Doze pessoas registraram boletim de ocorrência na Polícia Militar denunciando que faltaram cadernos de provas para alguns candidatos na Escola Estadual Major João Pereira, onde o exame era realizado, e se recusaram a fazer as provas que foram impressas no local.  O concurso realizado no dia 18 de maio já havia sido anulado pela Copasa porque faltaram cadernos de provas para os candidatos em Alfenas.

Segundo a Copasa, as provas do dia 8 de junho e os gabaritos já estão disponíveis na página do concurso, que você acessa por aqui. A nota diz ainda que apenas em Itajubá a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), empresa contratada para organizar o concurso, identificou a falta de alguns cadernos de provas, o que não inviabilizou o concurso público.

De acordo com a Copasa, a situação foi resolvida, contudo, apesar da disponibilização dos testes e de condições estruturais para realizarem as provas, 13 dos 652 candidatos inscritos no município optaram por não fazer as provas. O concurso foi aplicado em 37 cidades do estado e teve mais de 42 mil inscritos, ainda segundo a companhia.

Cadernos impressos no local
Alexandra Mônica Mota, uma das candidatas que se recusou a fazer o exame no domingo, disse ao G1 que cerca de 50 pessoas ficaram sem os cadernos de provas no dia do concurso. Foi solicitado que eles saíssem da sala assim que houve o problema e eles foram levados para um auditório na escola. "Aí eles tiraram cópias dos cadernos de provas ali na escola mesmo, e à medida que eles iam imprimindo as provas, os candidatos iam saindo para fazer o exame", conta.

Ainda segundo ela, o concurso foi marcado para começar às 8h, mas às 10h as provas ainda estavam sendo impressas. "Muita gente veio de outras cidades e não podia esperar pra fazer a prova, que tinha até 4h pra fazer, e tinha que pegar ônibus pra voltar pra casa. Portanto, eu e mais 11 pessoas nos recusamos a fazer o exame daquela forma, impresso ali mesmo. As provas vêm lacradas nos envelopes em todo concurso, portanto não dava pra fazer assim", relata Alexandra.

A candidata disse que ela e os outros candidatos que registraram o boletim de ocorrência devem entrar com recurso. A Fundep disse que o problema aconteceu apenas em Itajubá e não comprometeu o concurso, mas não explicou por que faltaram provas para alguns canditados.

Problema de logística
De acordo com a Fundep, uma falha de logística fez com que fossem distribuídos cadernos de provas em número insuficiente para os candidatos na cidade de Alfenas, no dia 18 de maio. O problema gerou revolta e alguns candidatos chegaram a chamar a polícia no campus da Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas), onde acontecia o concurso. As provas eram aplicadas para vagas de analista e agente de saneamento, e além de Alfenas, o concurso no Sul de Minas foi realizado em Itajubá, Lavras, Pouso Alegre, São Sebastião do Paraíso e Varginha. Nestas cidades não houve registro de problemas.

No dia 23 de maio, a Copasa anunciou a anulação do concurso realizado no dia 18 de maio e informou que todos os candidatos teriam que fazer novas provas. O novo exame foi remarcado para 8 de junho. De acordo com comunicado da assessoria da Copasa, a anulação foi necessária para manter a credibilidade do concurso e fornecer condições iguais para aplicação das provas à todos os candidatos e cargos.

Os candidatos que não quiseram fazer o exame na nova data puderam solicitar a restituição do valor da inscrição.