Prefeitura devolve R$ 1,5 milhão de obra do 'Melãozinho' em Varginha

A Prefeitura de Varginha foi obrigada a devolver para a Caixa Econômica Federal cerca de R$ 1,5 milhão que deveria ter sido investido na cobertura do Ginásio Poliesportivo Melãozinho. De acordo com a administração, R$ 900 mil que foram devolvidos eram recursos federais que não foram utilizados. O restante da verba da União, cerca de R$ 645 mil, foram gastos na obra, que ainda contou com recursos municipais.

A atual administração pretende entrar com uma representação no Ministério Público para que os envolvidos na execução da obra sejam responsabilizados. De acordo com a prefeitura, o prejuízo do município é de mais de R$ 1 milhão. “Ali nós já temos comprovado após perícia de engenharia que os pilares foram subdimensionados. Então vamos ver se faremos novos pilares ou se faremos um novo projeto com aproveitamento daqueles pilares. Vamos ver o que é possível aproveitar com o aço que ainda está lá”, projeta o prefeito Antônio Silva.

O ginásio começou a ser construído em setembro de 2003, na administração do então prefeito Mauro Teixeira. O prazo para a conclusão da obra era em julho de 2004, mas o complexo esportivo não saiu do papel. De acordo com Eduardo Carvalho, ex-prefeito de Varginha e vice na época da licitação, a empresa vencedora começou a construção do poliesportivo, mas na segunda etapa do projeto, que era a cobertura, comunicou a prefeitura que não teria condições de concluir a obra.

"Nós notificamos a empresa com argumentos técnicos e jurídicos para que posteriormente, na atual administração, tivesse a decisão de continuar este projeto que é muito grandioso e que eu particularmente lamento a interrupção", explica o ex-prefeito.

O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Federal desde o ano passado.  A suspeita é de superfaturamento e de fraudes no processo de licitação. “Inicialmente vamos apurar com a própria empresa que foi a vencedora da licitação e que se comprometeu com a obra do ginásio e em seguida averiguar a responsabilidade dos gestores, que na época celebraram o conrtato com a empresa”, afirma o procurador da república Marcelo José Ferreira.

Ninguém da construtora responsável pela obra foi encontrado para falar sobre o caso.