QUAL A SUA TORCIDA? ~ Coluna ArteNoMovimento

Eu já escutei muitas histórias de que muitas manifestações com quebra-quebra são financiadas por partidos políticos. Gente parruda e jornalistas de peso também defendem esta tese. Eu também não duvido, sobretudo pelo nível da maioria dos nossos representantes, que doentes pelo poder fazem de tudo… A luta da oposição política no Brasil ilustra muito uma puta brigando com seu cafetão, para trepar com as pessoas certas…

Acorre que esse tipo de manifestação mancha a imagem do país no mundo. Sair às ruas para protestar, para defender nossos direitos e opiniões são atitudes de uma nação que vive a democracia no dia a dia. É lindo! Porque essa história de votar, em dois em dois anos, e depois ficar em casa rezando é banal.

Nosso país é rico, riquíssimo e é a porra da corrupção que lasca tudo. Podemos realizar uma Copa do Mundo, Olimpíadas e Carnavais… Podemos e temos condições para isso e muito mais. Hospitais padrão FIFA? Podemos! Escolas padrão FIFA? Temos grana para fazer centenas e em diversos Estados brasileiros. Arrisco dizer que temos “bala na agulha” para ser um país de primeiro mundo. Nossa estrutura geográfica é uma prova disso. Por que esses safados de fora vêm comprar a nossa Amazônia? E o tal do pré-sal…

O nosso erro ilustra quando um cara erra um pênalti e compromete o campeonato. Se em 90 minutos o time inteiro (isso vai do faxineiro ao presidente do clube) não conseguiu ganhar o jogo, a raiz do problema é o chute na trave? Faz sete anos (ou mais) que ouvimos “a Copa vai ser no Brasil…” e agora com menos de uma semana vamos parar o mundo? Há quanto tempo tu reclama dos hospitais, das escolas, do transporte público, da sogra?

A Copa do Mundo no Brasil coloca em campo um time de perguntas: o que faremos daqui para frente?  O que você vai fazer para o Brasil ficar melhor? Vamos acabar com a injustiça sendo mais justo? Vamos melhorar a educação do país, educando as crianças e respeitando os idosos? Como vamos cuidar da nossa saúde? Vamos limpar Brasília da corrupção? Ou só vamos entrar em campo para mais uma partida?


Marcelo Andrade é jornalista na produtoramc, autor do livro O Evangelho das Ruas e editor de conteúdo no Projeto ArtenoMovimento.