Em campo, o amor contra o preconceito ~ Coluna ArteNoMovimento

Foi um gol implacável! O Superior Tribunal de Justiça Desportiva eliminou o Grêmio da Copa do Brasil por ofensas racistas ao goleiro Aranha, titular do Santos, em partida válida pelas oitavas de final da competição nacional. Em decisão unânime, o clube ainda recebeu uma multa de R$ 54 mil, e as pessoas que foram identificadas, ofendendo o jogador, foram proibidas de entrar em estádios por alguns anos.

O preconceito e as brigas entre os torcedores são elementos bem diferentes daquele torcedor que ama e vibra pelo seu time, no estádio ou no sofá de casa. O torcedor apaixonado grita, pula, come as unhas e até bebe todas. Faz parte! Mas não vai para o estádio com o intuito de quebrar um pedaço de madeira na cabeça de outro ser humano. Não vai para manifestar seu pensamento racista.

E essa atitude do Superior Tribunal de Justiça Desportiva pode “rasgar um novo véu” no universo do futebol. Vendo o time tomando uma bola nas costas, aquele jogador apaixonado vai pensar duas vezes antes de tomar uma atitude tola.

Afinal, no futebol e na vida, ganhamos um jogo e perdermos outro. É necessário para esculpir o espetáculo, que o Grande Juiz apita. 


Marcelo Andrade é jornalista na produtoramc, autor do livro O Evangelho das Ruas e editor de conteúdo no Projeto ArtenoMovimento.