“Dia da Luta Contra A Medicalização da Vida e da Sociedade"

A Secretaria de Saúde, através do Serviço de Saúde Mental do Município de Varginha, promove  nessa segunda-feira, 10 de novembro,  no Teatro Capitólio, evento comemorativo ao “Dia da Luta contra a medicalização da vida e da sociedade.   Com o tema “Despatologizando Vidas”, o evento visa conscientizar país e responsáveis, professores e profissionais,  do uso indiscriminado de medicamento no combate a questão de ordens existencial e até mesmo social nas pessoas.

A abertura do evento está programada para as 19h, a entrada será franca, e  o público presente terá a oportunidade de acompanhar as palestras  “Patologização da Vida: Estamos vivendo uma epidemia de transtornos mentais ou uma epidemia de diagnósticos?”, com  Marcus Macedo – Psicólogo de Governador Valadares, Membro do Conselho Regional de Psicologia 4ª Região e “Enfrentar a medicalização produzindo acolhimento e reconhecimento das singularidades: políticas e práticas em saúde e educação”, com Carla Biancha Angelucci – Psicóloga Clínica e Professora da USP / Campus São Paulo.

Medicalização

Nomeia-se como Medicalização o processo de conferir uma aparência de problema de saúde à questões de outra natureza, geralmente social. Não se restringe ao âmbito da medicina e dos tratamentos medicamentosos, mas diz respeito também a campos de outros profissionais da saúde, como psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos, assistente social, pedagogos e demais profissionais da área educacional. O termo Patologização tem sido utilizado com  significado semelhante.

Desde 2007, ocorre no Brasil, um movimento que busca confrontar os fenômenos da patologização e da medicalização, aos quais se encontram vulneráveis, crianças e adolescentes do nosso país. Através desta discussão, percebeu-se que tais processos são crescentes no mundo contemporâneo, assumindo proporções surpreendentes a cada dia.

As diferenças que caracterizam e enriquecem a humanidade, são tornadas transtornos. Desigualdades são escamoteadas, transformadas em doenças. As questões coletivas, de ordem política, social, econômica, cultural, afetiva, que afligem milhões de pessoas, são transformadas em individuais, e representadas como doenças, transtornos e distúrbios.

A medicalização desta forma, tem assim cumprido o papel de controlar e submeter pessoas, abafando questionamentos, desconfortos, conflitos, sofrimentos; cumpre inclusive com o papel ainda mais perverso de ocultar violências físicas e psicológicas, transformando as vítimas em portadores de distúrbio de comportamento e aprendizagem.