Em pauta é... Viva bem gastando pouco e investindo no seu futuro


“Comece a viver imediatamente, e conte cada dia como se fosse uma vida.”
- Seneca

Nossa cultura consumista de aquisição de recompensas somadas as compras por impulso raramente trazem felicidade. Normalmente as pessoas compram sem pensar, caindo no marketing inteligente projetado para atrair os seus caprichos momentâneos. Para escapar de tudo isso e alcançar a liberdade financeira é necessário rejeitar uma atitude materialista e começar a focar nos seus projetos de vida, nos seus sonhos.

Poupar dinheiro oferece oportunidades

Você prefere tirar férias dos seus sonhos, ou comer fast food para o almoço ou janta todos os dias? Poupe dinheiro em coisas sem importância, para que você possa gastá-lo em suas prioridades. Deixando de lado apenas R$ 50,00 por semana (o equivalente a 5 refeições de fast food) lhe renderá R$ 2.400,00 por ano. Esse dinheiro pode lhe proporcionar experiências novas, viagens, festas, eventos os quais você sempre quis ir mas nunca teve dinheiro para isso. Lembre-se que não se trata de não fazer, trata-se do que tem mais importância para a sua vida.

Poupar dinheiro traz paz de espírito

Um fundo de emergência fornece segurança. Com dinheiro no banco, as opções aumentam. Um reparo do carro inesperado ou uma conta médica pode ser manuseada sem dificuldades financeiras quando se tem uma reserva. Emergências em si, já são muito estressantes e complicadas, imagina sem dinheiro?! Má sorte é bem pior quando vem acompanhada do mau planejamento. Poupar dinheiro agora vai reduzir a ansiedade mais tarde.

Poupar dinheiro mantém fora da dívida

O ciclo de nossa dívida do país é deplorável. As pessoas trocam os títulos de seus carros para um empréstimo com juros de 200%. Outros estão em dívida com cartões de crédito com juros de 20%, e as taxas continuam subindo. Guarde dinheiro para que você possa pagar suas contas sem recorrer ao crédito. Ficar livre da dívida do consumidor é a decisão mais sábia financeiramente que você pode fazer. Quanto mais você deve outros, menos liberdade que você tem.

Quem procura uma vida mais "zen", concentrada nas coisas e nas pessoas que realmente importam, procura, inevitavelmente, uma vida mais calma, mais simples. E a verdade é que não precisamos de muito – nomeadamente bens materiais – para vivermos bem e para sermos verdadeiramente felizes… precisamos apenas da mentalidade certa.

1.Você precisa de muito pouco para ser muito feliz. Comida simples e boa, um telhado sobre as nossas cabeças, algumas mudas de roupa, um bom livro, um caderno precioso, trabalho importante e pessoas que amamos e que nos amam. Tudo isso são as maiores riqueza de um homem, mas poucos sabem reconhecer isso.

2.Queira pouco e não será pobre. Pode ter muito dinheiro e muitos bens materiais, mas se está sempre ansioso por mais, será mais pobre do que aquela pessoa que tem pouco e não quer nada.

3.Concentre-se no presente. Deixe de preocupar-se com o futuro e de viver no passado. Quanto tempo passa por dia a pensar em outras coisas sem ser onde está e o que está a fazer naquele preciso momento? Quantas vezes não está preso aos seus próprios pensamentos em vez de estar a saborear e a viver o presente, a aproveitar cada momento da sua vida? Viva o aqui e o agora e terá uma vida preenchida.

4.Seja feliz com aquilo que tem e com o lugar em que se encontra. Não raras vezes, queremos estar noutro sítio, a fazer outra coisa, com outras pessoas, a conseguir coisas que nada têm a ver com aquilo que já temos. Mas a verdade é que aquilo que temos e o momento da vida em que nos encontramos já é fantástico! As pessoas com quem estamos (incluindo nós próprios) já são perfeitas. Aquilo que temos, chega. Aquilo que estamos a fazer, é maravilhoso.

5.Sinta-se grato pelos pequenos prazeres da vida. Uma mão cheia de framboesas, alguns quadrados de um chocolate delicioso, uma bela chávena de chá – prazeres simples que são muito melhores do que sobremesas decadentes, refrigerantes açucarados e alimentos fritos, se aprendermos a desfrutar deles ao máximo. Um bom livro que trouxe da biblioteca, uma caminhada com uma pessoa amada, a satisfação de uma enérgica sessão de exercício físico, as palhaçadas que os filhos dizem, o sorriso de um estranho, andar descalço sobre a relva, um momento de silêncio enquanto se contempla o amanhecer e o mundo ainda descansa. Estes pequenos prazeres são sinônimos de viver bem, sem precisar de muito.

6.Deixe-se motivar pela alegria e não pelo medo. Muitas vezes, as pessoas são conduzidas pelo medo de ficar para trás ou esquecido, pelo medo da mudança, pelo medo de perder alguma coisa. Estes não são bons motivos para fazer o que quer que seja. Em vez disso, faça as coisas porque estas lhe trazem a si, ou a quem o rodeia, alegria. Deixe que o seu trabalho seja conduzido pela alegria de fazer algo criativo, valioso, com significado e não pela vontade de manter um certo estilo de vida ou pelo medo de ver esse estilo de vida alterado.

7.Pratique a compaixão. Compaixão pelos outros cria relações de amor, relações valiosas e cheias de recompensas. Compaixão por si significa que se perdoa por erros cometidos no passado, que cuida bem de si (alimenta-se de forma saudável e pratica exercício físico) e que se ama tal e qual é.

8.Esqueça a produtividade e os números. No fundo, isso não interessa nada. Se está exclusivamente focalizado em fazer coisas para atingir números (certos objetivos), o mais certo é que já perdeu de vista aquilo que é realmente mais importante. Se o objetivo é ser produtivo, estará a encher os dias apenas para que possa ser (ou parecer) produtivo e isso é uma perda de tempo. Cada dia é uma bênção e não deve ser sufocado com afazeres, com tudo e mais alguma coisa – procure sempre tempo para desfrutar do seu dia, para desfrutar daquilo que preenche verdadeiramente a sua vida.

Com motivos claros para melhorar as suas finanças, é fácil de adotar um estilo de vida mais enxuto. Mantenha-se focado em seus objetivos pessoais e comece uma existência mais pacífica e próspera.


Renan Lenzi Silva
Jornalista, Gestor Público pela UNICESUMAR, Concluinte de Matemática pela UFSJ e graduando em Engenharia Civil pelo UNIS