Divergências:

Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. 
Impulsividade não, moderação sim, balança de pesos justos.

Às vezes, no calor de um debate, agimos impulsivamente querendo a ferro e fogo dar veredicto a nosso favor. E algumas dessas vezes, ao divergirmos, acabamos por ferir e chamuscar nossas inter-relações. Depois, arrependidos, ficamos a lamentar “como eu pude fazer isso?”...

Para não lamentarmos depois, não erremos agora. Deixar-nos levar pelas ondas impulsivas das divergências pode nos conduzir a oceanos inóspitos, onde vemos os horizontes das decisões com os olhos da emoção, não da razão. Depois, à deriva, em vão procuramos terra firme, saída bem à frente e não vemos, oculta sob as névoas da percepção.

Não derrube o astral do seu dia, seja moderado. Em pensamentos e decisões. Divergências são próprias do ser humano, estão na pauta das assembleias século XXI. Contemporize-as, em alto nível, e conviva bem com os opostos. E o que é divergir? É discordar, não combinar, ter outra opinião diferente sobre o mesmo tema.

Falar e ouvir em consonância com o assunto, usando medidas iguais e pesos justos, é uma forma de bem relacionar-se com as pessoas, argumentar, expor pontos de vista, clarear dúvidas, compreender e ser compreendido. Lembre-se, todo mal debate é o inicio de um bom embate.

Para relacionamentos longevos seja moderado, tenha compostura e separe bem o certo e o errado, os direitos e os haveres, afinal ninguém é dono da verdade ou da razão. Depois de derramado o licor da moderação o que resta é o absinto da divergência. Por isso, mantenha, sempre, a taça transbordante e adoce suas palavras com o mel do entendimento.

A imoderação é uma postura que mostra às avessas quem realmente somos, qual a visão que temos sobre justiça e como as aplicamos em nossos adversários. A moderação dita a boa solução das divergências, que por si só são espinhosas e difíceis.


Prof. Inácio Dantas
Texto do livro “Semeando dias Felizes!” – www.amazon.com.br