Lembre o que Temer afirmou e o que se disse sobre as declarações do vice

Ele declarou que é 'difícil' Dilma resistir três anos com baixa popularidade.
Neste domingo, nota da Vice-Presidência negou 'conspiração'.


Relembre abaixo as declarações do vice-presidente Michel Temer sobre a popularidade da presidente Dilma Rousseff e frases da repercussão da fala.

"Hoje, realmente o índice é muito baixo. Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo. Muitas vezes, se a economia começar a melhorar, se a classe política colaborar, o índice acaba voltando ao patamar razoável. O que nós precisamos não é torcer, é trabalhar para que nós possamos estabilizar essas relações. Se continuar assim, eu vou dizer a você, para continuar 7%, 8% de popularidade, de fato fica difícil passar três anos e meio."

Vice-presidente Michel Temer


O vice-presidente também afirmou:

"É preciso melhorar o que está aí. Eu pessoalmente acho que, com as medidas já tomadas e aquelas que serão tomadas ao longo do tempo, (Joaquim) Levy e Nelson Barbosa são muito experientes, eu tenho a impressão de que muito em breve, pelo menos meados do ano que vem, acho que as coisas começam a melhorar."

"Muitas vezes, se a economia começar a melhorar e se a classe política colaborar, o índice acaba voltando a um patamar razoável."


"Trabalha e trabalhará junto à presidente Dilma Rousseff para que o Brasil chegue em 2018 melhor do que está hoje. Todos seus atos e pronunciamentos são nessa direção. Defende que todos devem se unir para superar a crise."


Nota divulgada neste domingo (6), pela assessoria de Michel Temer

O texto repudia as “teorias” de que ele age como conspirador. Afirma que “ele sempre expôs suas posições políticas de forma aberta e franca” e que “age nos limites do seu cargo, esforçando-se para melhorar a condição de vida de todos os brasileiros.”



“Essa expressão, ela fora de contexto, ela pode ser mal interpretada, mas no contexto fica claro o objetivo do vice-presidente Michel Temer, que é unificar o governo na busca da melhoria da popularidade.”

Edinho Silva (PT), ministro da Comunicação Social

O político afirmou à TV Globo, na sexta (4), que Temer tem sido “extremamente leal” à presidente Dilma e que é uma liderança “extremamente importante” para o governo. Para ele, a declaração foi divulgada fora de contexto e foge daquilo que Temer  quis demonstrar. O fundamental, de acordo com Edinho Silva, é que as principais lideranças do PMDB estão comprometidas para que o “momento de dificuldades seja superado” e “o Brasil retome o crescimento econômico”.



“Todos os políticos avaliam (o governo) dessa forma.”

Romero Jucá (PMDB), senador

Para Jucá, a declaração de Temer “mostra e reconhece o problema” pelo qual passa o país. Ele disse que a frase do vice-presidente é “verdadeira” e representa a avaliação que todos os políticos fazem do governo. E ressalta: “É preciso pegar a declaração inteira. Temer diz que dessa forma não pode continuar, que vai ter muita dificuldade, mas diz também que o governo tem de fazer um esforço no sentido de melhorar a economia para recuperar a popularidade.”



“Uma hora dizer que é preciso alguém para reunificar e outra falar o que o Brasil já sabe [...]. É preciso agir, Temer.”

Ronaldo Caiado, líder do DEM no Senado

Caiado comentou na rede social Twitter sobre o discurso do vice-presidente, afirmando que ele “disse o óbvio”. O líder do DEM também criticou o posicionamento de Temer, declarando que “uma hora é preciso alguém para reunificar”.



“O PMDB dá demonstrações, há tempos, de desembarque do governo.”

Bruno Araújo (PSDB), deputado e líder do bloco de oposição na Câmara

Araújo afirmou que a fala de Temer é um “eco” de grande parte do PMDB e que representa uma “sinalização clara de que o PMDB está em processo de desembarque do governo. Isso pode dar muita força aos pedidos de impeachment protocolados na Câmara”, diz

G1