Pai de Jhonatan, baleado em Varginha, acredita em premeditação

O pai do homem baleado por um advogado em Varginha na noite de quarta-feira (23) disse acreditar que a ação tenha sido premeditada. Jhonatan Cândido Bernardes Bueno, de 24 anos, foi baleado por um amigo após uma discussão por um aplicativo de mensagens. O autor dos disparos se apresentou à polícia nesta quinta-feira (24), prestou depoimento e foi liberado.

Segundo Israel Bernardes Bueno, pai de Jhonatan, toda a família está assustada com o que aconteceu."Eu fiquei transtornado, porque tomar um tiro na cabeça... a pessoa mirou na cabeça dele à queima-roupa para atirar", conta.

Ele acredita que a ação tenha sido premedita, já que o advogado saiu de casa já com a arma em mãos. "Ele [Jhonatan] passou na casa da namorada, pegou a namorada dele, [ela] foi junto com ele dentro do carro, parou na porta da casa e chamou ele. Hora que ele [Cláuber] saiu, já saiu com a arma na mão. Então ele já saiu premeditado pra matar meu filho", afirma.

Clauber Antônio Correa Cardoso, de 34 anos, se apresentou à polícia e prestou depoimento, mas foi liberado porque é réu primário e se entregou espontaneamente. O advogado ainda precisa entregar a arma para os policiais.

"A lei é clara: quando existe apresentação espontânea do acusado, não há de se fazer flagrante. Decorrido um certo tempo, não houve perseguição policial e houve apresentação espontânea. Quanto ao fato dele não apresentar a arma, ele alegou que a perdeu durante a sua fuga e se comprometeu a voltar ao local onde ele ficou escondido e localizar essa arma e apresentar ela à polícia", explicou o delegado Antônio Carlos Buttignon.


Discussão por app e crime

De acordo com a Polícia Militar, o advogado e um homem de 24 anos eram amigos e discutiram após uma brincadeira em um aplicativo de mensagens instantâneas por celular. Após o desentendimento, o homem se dirigiu à casa do advogado para continuar a discussão e então foi baleado no olho.

Segundo a Polícia Militar, Cardoso, que se disse arrependido dos disparos, não tinha porte de arma. O advogado vai responder o processo em liberdade. Conforme a PM, ele já tinha uma passagem pela polícia por agressão em 2007.

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