Polícia conclui inquérito da morte de Jhonatan; baleado por advogado em Varginha


A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Jhonatan Bernardes Bueno, de 24 anos, baleado após uma briga por aplicativo de celular em Varginha (MG).  O delegado Isaías Confort, que é quem acompanha o caso, indiciou o advogado que fez os disparos por homicídio doloso duplamente qualificado, por motivo fútil e sem chances de defesa para a vítima. O delegado, no entanto, disse não ter elementos que indiquem a necessidade de uma prisão preventiva, e o advogado deve responder o processo em liberdade.

Segundo a Polícia Militar, Jonathan e um advogado se desentenderam pelo celular no dia 23 de setembro. Vizinhos disseram que os dois eram amigos, mas a briga entre eles terminou com o rapaz baleado no olho. O suspeito se entregou à polícia no dia seguinte, mas foi liberado por ser réu primário e ter se apresentado espontaneamente.

“Todos os elementos que nós colhemos nos autos do inquérito comprovaram materialmente e subjetivamente, inclusive pelo confesso do autor, que a autoria foi do investigado”, disse o delegado Confort.

Para a polícia, a reação do advogado foi desproporcional à discussão.  “Os elementos que eu colhi durante as investigações, entre as testemunhas e os elementos materiais, eu entendi que, ao final, ele agiu desproporcionalmente ao evento”, completou o delegado.

O inquérito foi entregue ao Ministério Público e, apesar da polícia não ter pedido a prisão preventiva ou temporária do advogado, o pedido ainda pode ser feito na Justiça até o julgamento.

Entenda o caso

De acordo com a Polícia Militar, o advogado e um homem de 24 anos eram amigos e discutiram após uma brincadeira em um aplicativo de mensagens instantâneas por celular. Após o desentendimento, o homem se dirigiu à casa do advogado para continuar a discussão e então foi baleado no olho. A vítima ficou internado por dois dias antes de ter a morte cerebral confirmada.

Segundo a Polícia Militar, Cardoso, que se disse arrependido dos disparos, não tinha porte de arma. O advogado vai responder o processo em liberdade. Para a polícia, ele disse que agiu sem pensar e que estava arrependido do que fez. Segundo o delegado responsável pelo caso, os celulares das vítimas foram pedidos para que as mensagens que motivaram a briga possam ser analisadas.

Conforme a PM, ele já tinha uma passagem pela polícia por agressão em 2007. Jhonatan Cândido Bernardes também tinha passagens pela polícia por ocorrências como lesão corporal, desobediência e desacato à autoridade.