Com medo do Aedes aegypti, cresce a procura por repelentes em Varginha

Com a alta de casos de dengue no Sul de Minas e os riscos trazidos pelo Zika Vírus, ambos transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, a procura por repelentes disparou e muitas farmácias da região estão com dificuldades para manter os estoques.

Em uma farmácia de Varginha, os clientes até têm procurado, mas nos últimos dias, encontrar um repelente disponível para venda não tem sido fácil. "São só estes que estão expostos na prateleira. Não temos mais nada em estoque. A procura está sendo muito grande", diz a farmacêutica Larissa Rodrigues Tavares.

A procura tem sido impulsionada pelas grávidas, uma vez que o Zika pode ser transmitido para o feto e causar microcefalia nos bebês. "Ainda mais também por ser a minha primeira gestação, e preocupa pelo tanto de casos que está acontecendo", diz Brenda Gomes Agnelo, dona de casa.

Assim como a Brenda, que está com apenas 19 semanas de gestação, várias gestantes têm procurado orientação médica para saber como se proteger. A dona de casa Daniele de Cássia Gonçalves Suzana, por exemplo, está usando apenas hidratante pra afastar os mosquitos. Mas ela também foi ao médico pra tirar algumas dúvidas sobre os repelentes que existem no mercado.

"O tipo do repelente que eu tenho que estar usando para gestante, porque não é qualquer um que está no mercado. E os horários, o horário que eu tenho que estar repassando, quantas vezes. Aí hoje eu vim aqui pra saber certinho, tirar minhas dúvidas", conta.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou uma nota dizendo que não existe "impedimento para a utilização destes produtos por mulheres grávidas, desde que estejam devidamente registrados na Anvisa e que sejam seguidas as instruções de uso descritas no rótulo”.

Algumas recomendações, por exemplo, são sobre a quantidade de aplicações e sobre o uso em crianças. A maioria das marcas não pode ser usada por quem tem menos de dois anos. Por isso, a dona de casa Fernanda Aparecida Souza Nunes também procurou ajuda médica e já conseguiu um repelente específico para os filhos gêmeos, que têm apenas cinco meses. "Então tem que ter sim uma preocupação, porque querendo ou não, é muito perigoso", afirma.



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(Com G1)