Mineiro é o primeiro músico brasileiro solista de sinos

Didison dos Reis entra para o RankBrasil por se 
apresentar com os instrumentos musicais desde 2013

Em suas apresentações, que traz repertório composto de música sacra, cívica e
natalina, o recordista chega a utilizar até 22 sinos / Foto: Arquivo recordista

Com um talento raro, o mineiro Didison dos Reis entra para o RankBrasil em 2016 pelo recorde de Primeiro músico brasileiro solista de sinos. Desde 2013 ele se apresenta em igrejas, escolas, casamentos, cerimônias de formatura, eventos cívicos, culturais, empresariais, natalinos, entre outros.

Residente em Belo Horizonte (MG), o recordista explica que cada sino equivale a uma tecla do piano: “É um teclado perfeito onde as teclas são retiradas da mesa, tocadas e após o término do seu tempo musical, segundo a partitura, precisa retornar à mesa, exatamente para o local original. Essa dinâmica representa uma grande dificuldade para o músico”.

O mineiro comenta que enquanto no piano o músico toca a melodia e os acordes simultaneamente, no solo de sinos é executada somente a melodia, ficando os acordes com o piano. “Na maioria das apresentações utilizo de play-back produzido pelo próprio pianista que me acompanha (Pedro Reis). De acordo com a partitura, cada melodia tem uma quantidade de notas musicais”, revela.

Com repertório composto de música sacra, cívica e natalina, em suas apresentações chega a usar até 22 notas. “Para tocar o Hino Nacional Brasileiro, por exemplo, utilizo 19 sinos”, diz. Didison possui 30 sinos fabricados nos EUA, que já têm 40 anos de uso, mas estão em perfeito estado de conservação e sonoridade.

Segundo ele, para uma boa performance todo músico e instrumentista necessita primeiramente de vocação, em seguida, estudar muito, treinar incessantemente, atentar para os detalhes e, como já dizia Albert Eistein: “São 10% de inspiração e 90% de transpiração”.

O recordista acrescenta que em relação aos sinos também é necessário bom vigor físico, pelo esforço repetitivo com os braços, alto nível de coordenação motora, além de atenção redobrada no manuseio dos instrumentos, o que se denomina “a dança dos sinos”. Entre as dificuldades para a arte musical estão o alto custo dos instrumentos, a falta de professores no Brasil e a grande estrutura demandada.

Sobre o recorde brasileiro, o mineiro diz que é muito emocionante e gratificante. “Isto vem coroar a enorme aceitação que tenho recebido de todas as pessoas por onde me apresento e de forma semelhante nas redes sociais onde tenho vídeo com mais 1,2 milhão de visualizações”, afirma. “O RankBrasil nos presta um valioso trabalho, mostrando para o país aqueles que se esmeram e se destacam nos mais variados ramos de atividades”, completa.

Carreira
Didison começou sua trajetória musical ainda na infância. Seu pai era músico e regente do coral da igreja: ele tocava violão e tinha conhecimentos básicos sobre as técnicas para tocar teclado (harmônio). Aos 11 anos, orientado pelo pai, aprendeu teoria básica de música, assim como as técnicas para tocar harmônio. Aos 14 anos já acompanhava a liturgia da igreja e também o coral.

Mais tarde, o mineiro comprou seu próprio teclado, estudou um pouco mais e passou a tocar o instrumento nas igrejas, casamento, entre outros eventos. Ele ainda se dedicou ao bandolim durante 10 anos, em um conjunto musical em sua igreja.

A carreira como ‘sineiro’ teve início em 2002, quando a 1ª Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte (que o recordista frequenta), recebeu de presente de uma Igreja dos EUA um conjunto de sinos com 56 peças. “Assim formamos um Conjunto Orquestral de Sinos e fomos aprendendo e desenvolvendo a arte gradativamente”. Desde o início até hoje Didison é o presidente do grupo.

Como solista, a primeira apresentação ocorreu em 2013 no casamento de uma de suas filhas, acompanhado pela orquestra. “Para se apresentar foi preciso muita dedicação. Treinei uma música por mais de 700 vezes, durante sete meses ininterruptos”, lembra. A partir daí, já tocou em inúmeras cidades dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. “Sou receptivo também a convites para todo o Brasil”, comenta.

Benção concedida por Deus
Didison nasceu na cidade de Santa Margarida (zona da mata mineira) e atualmente tem 63 anos de idade. Aposentado pelo Banco do Brasil, onde trabalhou por 37 anos, é casado com Eliane Mara, com quem tem três filhos: Marcony Vinicius, Lívia Carmem e Giselle Mara.

De acordo com ele, o trabalho de solista de sinos é uma benção que foi concedida por Deus. O recordista explica que ocupa todo o seu tempo disponível para os ensaios, manutenção dos equipamentos, organização dos contatos e agendamento, preparação das viagens e apresentações. “Sou muito grato a Deus pela motivação permanente que tenho para este trabalho: sinto-me como um adolescente em início de carreira musical com seu violão”, finaliza.