NÃO VACINAR SEUS FILHOS É UMA DECISÃO SEGURA?

Uma vacina é composta por um agente que se assemelha ao causador de uma determinada doença que, manipulado biologicamente, oferece imunidade contra um série de patologias. A imunização é feita em forma de rebanho, quanto mais pessoas estiverem vacinadas, mais perto a sociedade está de eliminar doenças infecto contagiosas.

Comparado aos Estados Unidos e países europeus, o Brasil possui uma boa taxa de adesão as vacinas, sendo que já chegou a atingir 80% dos brasileiros, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde. Porém, um movimento pode afetar essa conquista da saúde pública.

Com muitos adeptos nos Estados Unidos, mas ainda com números tímidos no Brasil, os movimentos antivacinas já começam a afetar a cobertura vacinal brasileira, tornando a taxa de imunização no país em 2017 a pior em doze anos. O grupo é majoritariamente formado por pais que se recusam a vacinar seus filhos por acharem que as vacinas são excessivas, desnecessárias e que podem causar danos permanentes à saúde.

Os argumentos se apoiam em crenças religiosas, achismos e no estudo do médico inglês Andrew Wakefield, que associava o aumento do número de crianças com autismo à vacina tríplice viral. Posteriormente, seria descoberto que todos os dados dessa pesquisa foram alterados e que ela não possuía valor científico algum, contudo os argumentos são utilizados até hoje.

O grande problema deste recuo nos números de vacinação é o retorno de doenças que já assolaram a população, e graças às extensas campanhas de vacinação, foram erradicadas. O sarampo foi considerado erradicado dos Estado Unidos há 14 anos, porém em abril de 2018 já haviam sido registrados 115 casos da doença no país.

No Brasil, o avanço da coqueluche tem chamado a atenção dos profissionais da saúde. Em 2012 foram registradas 5.295 ocorrências da doença, algo que supera em 135% as ocorrências do ano anterior. Apesar do estado de alerta, o país ainda é um exemplo quando falamos de imunização.

Não vacinar o seu filho não é uma escolha que o afeta apenas como indivíduo. Ao não vacinar a criança, ela fica mais exposta a antígenos que podem causar danos permanentes à sua saúde, como por exemplo a poliomielite. Além disso, a falta de imunização pode possibilitar a reincidência de doenças em locais nos quais já havia sido erradicada, prejudicando indivíduos que não podem ser imunizados por serem muito jovens ou por algum problema de saúde.

A vacinação é mais do que uma escolha, é uma responsabilidade social.

Realização: Next Saude
Imagem de Tudo Ela